Depois de alguns acidentes com um disco que resolveu passar desta para a melhor, resolvi testar a receptividade de 3 meninas (8, 10 e 13 anos) para o Ubuntu 10.04. Instalado o sistema em +- 20 minutos no velho Pentium 2.8 de 1GB do quarto, deixei o mesmo lá, sem suporte paterno. A senha ficou lá também, as cobaias que se virem.
Acostumadas com Windows desde sempre, as 3 só conheciam Linux através do exemplo horrível da escola, um (alguma coisa) com KDE em um micro da Positivo no "Laboratório" , super trancado com apenas alguns joguinhos, acesso limitado à internet e sem som. Ah e claro quando cruzaram por algum servidor aqui na minha mesa. Mas isto não ajudou muito.
80% do tempo dedicado à diversão no computador é gasto na internet. Todos os sites mais comuns tiveram um comportamento normal. As 3 se viraram direitinho quando o primeiro pediu Flash. Alguns cliques, 2 minutos de download e pronto.
Usar na escola é uma coisa. No dia a dia em casa é outra bem diferente. Logo nos primeiros minutos do primeiro tempo começaram as reclamações. Vamos aos fatos:
O ambiente diferente não foi um obstáculo (janelas, botões foram todos encontrados facilmente) mas reclamaram de cara da fonte esquisita. O termo técnico infantil original foi "letrinhas" mas tudo bem.
Logo quiseram tocar um DVD original (Shrek 2) que não rodou pois o Player de Mídia não encontrou um plugin. Elas tentaram, tinham a senha e tudo mais. Mas nada. Plugin não encontrado.
Para o meu espanto o BROffice já era um velho conhecido também (da escola). Nem reclamaram.
Depois o primeiro confronto sem saída: O famigerado jogo da Barbie que lê cartões com códigos de barra nunca vai rodar. Mas tudo bem, tava jogado mesmo.
MSN elas não usam. Nos próximos dias devo colocar Google Earth e Chrome (era o browser favorito no Windows).
Devo atualizar este mesmo post durante as descobertas, reclamações e problemas (reais ou não) sobre o uso. Por enquanto, tudo bem.

2 comentários:
Fiquei curioso. A escola delas é particular, estadual ou municipal? O laboratório é utilizado especificamente para aulas de informática ou apenas para atividades que os professores desenvolvem? Achei interessante elas aprenderem na escola a utilizar o Linux. Não tenho conhecimento de outros casos.
A escola é estadual mas os computadores foram enviados pelo governo federal. Não existe um plano de uso dos mesmos e toda a infra (sala, móveis, ar condicionado, elétrica) foi bancada pelo CPM.
Os professores usam eventualmente.
Também não aprendem a "usar o Linux". Para as crianças o computador simplesmente é assim, "diferente". Elas nem gostam muito. Se o contrato de manutenção permitisse já teria formatado as máquinas e colocado Ubuntu.
Postar um comentário