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sábado, 10 de março de 2012
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Obama vai à feira.
Obama vai à feira. E leva a esposa. É a tradicional nos EUA comprar abóboras nesta época do ano. Então o presidente aproveita a promoção e tem seus dias de homem comum. Seja comendo cachorro quente ou comprando na feira.
Este foi, por alguns minutos, o sacolão mais protegido do mundo.
sábado, 10 de setembro de 2011
Lagarta na Couve-Flor. Quando acontecer, considere um certificado de qualidade
Se você é daqueles que quer processar o produtor rural e o mundo inteiro após encontrar uma lagarta em um hortifruti, depois ainda tem a cara de pau de reclamar dos agrotóxicos, pense melhor. Encontrar uma lagarta enfiada no meio de uma couve-flor pode ser um certificado de qualidade. Por isso, quando acontecer com você, corte o pedaço afetado, jogue no lixo e continue o almoço. Reclamações dos consumidores fazem a cadeia produtiva procurar proteção nos venenos, como o saco que embala bananas protegido contra aranhas (só para citar um). O resto da história você já pode imaginar.
Abaixo o relato retirado do site "Sítio A Boa Terra", sobre o caso das lagartas:
Verão é época de calor e chuva, mas esta última veio com abundância exagerada. Sem contar a chuva de hoje 10/01/2007, somamos 211 mm de chuva em Janeiro. A média dos últimos 16 anos foi de 250 mm no mês inteiro. Então, em 10 dias deu um volume quase igual de um mês inteiro.
O ano que deu mais chuva nesse período de 16 anos foi em 2003, com um total de 480mm, uma média de 12 mm por dia!
A chuva dificulta bastante o trabalho na roça. Até agora, conseguimos plantar e colher as verduras conforme o planejado. Mas está difícil para preparar a terra para o plantio de novas mudas. Se passar o trator ou máquina na terra com excesso de umidade, ela vira um barro para “fazer tijolo” e não presta mais. Demora muito tempo para recuperar um solo estragado desta forma.
Para não usar muito o trator na chuva, estamos usando uma mula para fazer sulcos, puxar uma carpideira, etc. O pessoal diz que ela sabe “ler e escrever”. Querem dizer que ela anda certinho no lugar sem pisar nas plantas.
É interessante observar que, quando puxa o sulcador pesado na direção do pasto, ela anda bem rápida. Deve pensar que chegou a hora do descanso. Quando vira para o outro lado, anda bem devagar, sem ânimo.
Estamos contentes de que apesar de tanta chuva o brócolis e a couve flor estão bonitos. Mas são atacados por 2 tipos de lagarta. Uma é a lagarta rosca que vive no chão e sobe a noite para comer folhas ou cortar a planta toda. A outra é a lagarta da couve. Ela fica nas plantas, come bastante folha e se transforma em borboleta branca, que bota ovos para repetir o ciclo.
Na produção convencional são usados agrotóxicos para matá-las. Muitos destes são sistêmicos: penetram na seiva da planta, envenenando a planta toda e os insetos que ousam dar uma mordida nas plantas. Mais tarde, o consumidor ainda recebe a sua dose, pois não consegue tirar o veneno mesmo lavando a verdura o quanto quiser.
No orgânico, para nos defender das lagartas, podemos lançar mão de um produto chamado Dipel, que é uma mistura de bactéria, que não faz mal nenhum à natureza ou ao homem. Porém, com tanta chuva, o produto é lavado, o que impede alcançar seu efeito. Por isso, estamos tirando as lagartas com as mãos e matando. Devemos continuar com este controle manual, ou com a pulverização com bactéria,nos dias de estiagem até o período de chuva passar.
Para combater a lagarta rosca, fizemos um teste misturando Dipel com farelo de trigo umedecido. Jogamos a mistura do produto nos pés das plantas para as lagartas comerem quando elas saírem da terra à noite, mas não obtivemos resultados.
A planta que mais sofre com tanta chuva é a alface, que fica pequena ou mela. Uma parte das folhas de cada pé ficam sem condições de consumo. Emfim, só quero dizer que estamos fazendo o máximo possível para fornecer, também no verão, bons produtos.
Joop Stoltenborg
Os destaques são meus.
Disponível em http://www.aboaterra.com.br/dicas/ver.asp?id=34&Secao=1
Certificado de Qualidade ISO Lagartil
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Utilização de embalagens para hortaliças e frutas
As embalagens estão presentes em toda a cadeia produtiva de frutas e hortaliças, desde a colheita até a comercialização, e são elas um dos principais fatores para o índice de perdas entre 20% e 30% observado no País. Com o propósito de reduzir esse percentual e melhorar a qualidade dos produtos que chegam ao consumidor, a Embrapa Hortaliças (Brasília-DF) lançou o livro “Embalagens para comercialização de frutas e hortaliças no Brasil”. O lançamento ocorreu em cerimônia realizada no dia 23 de agosto, durante o 30º Congresso Internacional de Horticultura (International Horticultural Congress - IHC), evento promovido pela Sociedade Internacional de Horticultura (ISHS), até o dia 27, em Lisboa, Portugal.
Segundo a editora técnica da obra, a pesquisadora Rita de Fátima Luengo, da Embrapa Hortaliças, o livro tem como principal diferencial o enfoque predominante em relação ao produto, principalmente suas fragilidades e logística de distribuição. “O tema embalagens tem relação direta com diversas áreas, como logística, vendas, propaganda, exposição, armazenamento e custos. Talvez esse estreito relacionamento torne embalagens um ponto-chave para melhoria e otimização dessas áreas todas”, afirma.
Rita Luengo divide e edição técnica do livro com o pesquisador Adonai Gimenz Caldo, da Embrapa Instrumentação Agropecuária (São Carlos-SP). Com 13 capítulos distribuídos em 256 páginas, a publicação aborda temas como embalagens utilizadas no Brasil e na União Européia, legislação, tipos e novas opções de matérias-primas para embalagens, higienização de embalagens retornáveis, doenças transmitidas por embalagens e interações com o meio ambiente, entre outros assuntos.
Para dar conta desses temas, Rita Luengo e Adonai Gimenez Calbo, buscaram especializas de instituições de pesquisa, órgãos de regulação e centrais de abastecimento, entidades ligadas à iniciativa privada, além de pesquisadores de duas instituições de Portugal, a Universidade do Porto e a Universidade Católica Portuguesa. O livro “Embalagens para comercialização de frutas e hortaliças no Brasil”custa R$ 45,00 e pode ser comprado na Livraria Virtual da Embrapa (livraria.sct.embrapa.br), ou por meio do Setor de Vendas da Embrapa Hortaliças, pelo telefone (61) 3385-9115.
Marcos Esteves (MTb – 4505/14/45v/DF) Embrapa Hortaliças Contatos: (61) 3385-9109
mesteves@cnph.embrapa.br
sábado, 20 de novembro de 2010
Apanhado geral sobre a produção de alimentos orgânicos
Introdução
Os alimentos orgânicos ganharam popularidade na mídia em uma época onde se unem apelos à sustentabilidade, saúde na alimentação e consumo consciente. Ainda assim o hábito de adquirir estes produtos está muito mais ligado ao simples fato do orgânico supostamente não possuir agrotóxicos do que a defesa de outros temas, políticas ou filosofias. Até mesmo o status pesa no momento da compra, pois notadamente são alimentos com um custo superior aos de origem convencional, especialmente os industrializados. Café e farinha de trigo, por exemplo, custam nas prateleiras até cinco vezes mais do que seus equivalentes convencionais. Nas hortaliças esta diferença é menor, mesmo assim a produção atinge hoje apenas os grandes centros consumidores, dentro de mercados especializados. Com as novas regulamentações em vigor, a produção orgânica tende a se tornar uma atividade exclusiva daqueles produtores capazes de arcar com os custos exclusivos desta modalidade, desde a obtenção ou fabricação correta dos insumos até os diferenciais em armazenagem, transporte, manuseio e comercialização, sem contar com os longos períodos para conversão de áreas convencionais para orgânicas. As altas multas previstas para produtores com casos de contaminação e ou violação das regras podem inviabilizar totalmente a atividade, restringindo a produção orgânica apenas aos mais preparados tecnicamente antes e depois da porteira.
Desde os anos 90 a produção orgânica tem crescido de forma sólida, saindo de um nicho de mercado para um negócio globalizado, movimentando, em 2008, 46 bilhões de dólares no mundo. No Brasil estima-se que o total comercializado em produtos orgânicos chegue a 250 milhões de reais.
Histórico
Desde a domesticação das lavouras o homem lidou das mais variadas formas contra a degradação do solo e o ataque de pestes. A primeira atitude para o problema do solo foi a simples mudança para uma terra mais fértil, enquanto a luta contra os insetos envolveu a remoção manual, uso de inimigos naturais ou mesmo a aplicação de produtos repelentes de origem vegetal. Com a descoberta e adoção da adubação química inorgânica e, mais tarde, dos pesticidas químicos, a agricultura tornou-se altamente dependente destes dois fatores para suprir a crescente demanda por alimentos.
Na década de 1920, na Alemanha, surgiram os primeiros movimentos em busca de uma alimentação mais saudável, contestando o já forte desenvolvimento urbano e industrial, somados a uma agricultura com o uso de pesticidas e fertilizantes químicos. Hoje em dia a agricultura orgânica apresenta uma série de linhas de pensamento, sendo principais a biodinâmica, biológica, orgânica e natural. Genericamente, define-se orgânico como o sistema de produção que exclui o uso de fertilizantes, agrotóxicos e produtos reguladores de crescimento, tem como base o uso de estercos animais, rotação de culturas, adubação verde, compostagem e controle biológico de pragas e doenças. Esse sistema pressupõe a manutenção da estrutura e da profundidade do solo, sem alterar suas propriedades por meio do uso de produtos químicos e sintéticos. A agricultura orgânica está diretamente relacionada ao desenvolvimento sustentável.
Agricultura Biodinâmica (ABD)
É definida como uma "ciência espiritual", ligada à antroposofia, em que a propriedade deve ser entendida como um organismo. Preconizam-se práticas que permitam a interação entre animais e vegetais; respeito ao calendário astrológico biodinâmico; utilização de preparados biodinâmicos, que visam reativar as forças vitais da natureza; além de outras medidas de proteção e conservação do meio ambiente. Na prática, o que mais diferencia a ABD das outras correntes orgânicas é a utilização de alguns preparados biodinâmicos (compostos líquidos de alta diluição, elaborados a partir de substâncias minerais, vegetais e animais) aplicados no solo, planta e composto, baseados numa perspectiva energética e em conformidade com a disposição dos astros.
Agricultura Biológica
Não apresenta vinculação religiosa. No início o modelo era baseado em aspectos socioeconômicos e políticos: autonomia do produtor e comercialização direta. A preocupação era a proteção ambiental, qualidade biológica do alimento e desenvolvimento de fontes renováveis de energia. Os princípios da AB são baseados na saúde da planta, que está ligada à saúde dos solos. Ou seja, uma planta bem nutrida, além de ficar mais resistente a doenças e pragas, fornece ao homem um alimento de maior valor biológico. Não considerava essencial a associação da agricultura com a pecuária. Recomendam o uso de matéria orgânica, porém essa pode vir de outras fontes externas à propriedade, diferentemente do que preconizam os biodinâmicos. Segundo seus precursores, o mais importante era a integração entre as propriedades e com o conjunto das atividades socioeconômicas regionais. Este termo é mais utilizado em países europeus de origem latina (França, Itália, Portugal e Espanha). Segundo as normas uma propriedade "biodinâmica" ou "orgânica", é também considerada como "biológica".
Agricultura Natural
O modelo apresenta uma vinculação religiosa (Igreja Messiânica). O princípio fundamental é o de que as atividades agrícolas devem respeitar as leis da natureza, reduzindo ao mínimo possível a interferência sobre o ecossistema. Por isso, na prática não é recomendado o revolvimento do solo, nem a utilização de composto orgânico com dejetos de animais. Aliás, o uso de esterco animal é rejeitado radicalmente. Na prática se utilizam produtos especiais para preparação de compostos orgânicos, chamados de microrganismos eficientes (EM). Esses produtos são comercializados e possuem fórmula e patente detidas pelo fabricante. Esse modelo está dentro das normas da agricultura orgânica.
Agricultura Orgânica
Não tem ligação a nenhum movimento religioso. Baseado na melhoria da fertilidade do solo por um processo biológico natural, pelo uso da matéria orgânica, o que é essencial à saúde das plantas. Como as outras correntes essa proposta é totalmente contrária à utilização de adubos químicos solúveis. Os princípios são, basicamente, os mesmos da agricultura biológica. Apresenta um conjunto de normas bem definidas para produção e comercialização da produção determinadas e aceitas internacionalmente e nacionalmente. Atualmente, o nome "agricultura orgânica" é utilizado em países de origem anglo-saxã, germânica e latina. Pode ser considerado como sinônimo de agricultura biológica e engloba as práticas agrícolas da agricultura biodinâmica e natural.
Neste trabalho abordaremos a prática da agricultura orgânica por se tratar da mais difundida comercialmente, com regras definidas no país e de mais fácil implementação.
Regulamentação
Desde 29 de dezembro de 2007, a agricultura orgânica no Brasil passou a ter critérios para o funcionamento de todo o seu sistema de produção, desde a propriedade rural ao ponto de venda. Estas regras estão expressas no Decreto nº 6323 publicado nesta data, no Diário Oficial da União. A legislação, que regulamenta a Lei nº 10.831/2003, inclui a produção, armazenamento, rotulagem, transporte, certificação, comercialização e fiscalização dos produtos.
Parte integrante do trabalho "Orgânicos", para a disciplina de Olericultura
Curso Superior de Tecnologia em Agronegócio
IFRS Campus Sertão, RS
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
A alternativa chinesa aos vegetais com agrotóxicos: hidroponia hightech controlada por computadores - Jingpeng Plant Factory
A China é um país que sofre com contaminações frequentes em alimentos (vide os últimos casos com leite, óleo de cozinha reciclado e até falsificação de ovos). Mas uma "fábrica" localizada em Beijing está desenvolvendo uma alternativa ao plantio convencional: uma espécie de hidroponia de última geração, em ambiente fechado.
Na Jingpeng Plant Factory, as bandejas com hortaliças são cultivadas sem solo, em ambiente fechado, iluminadas por LEDs vermelhos e azuis (segundo a empresa, as melhores cores para a fotossíntese). Tudo isso controlado por computador. A produção é toda destinada a uma faixa de clientes com alto poder aquisitivo, por enquanto.
Algumas imagens:
Fonte: TakePart
Algumas imagens:
Fonte: TakePart
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Emater-MG inaugura banco de hortaliças não convencionais
A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), regional Juiz de Fora, promoverá nesta terça e quarta-feira (08 e 09 de junho), um workshop sobre receita de pratos que utilizam hortaliças pouco consumidas, mas bastante tradicionais como peixinho e ora-pro-nóbis, entre outras. O evento é destinado a agricultores cadastrados e extensionstas da empresa. O objetivo é que essas pessoas se tornem multiplicadoras do potencial gastronômico destas plantas.
“A proposta é mostrar a viabilidade dessas hortaliças em pratos diversos e saborosos, além da divulgação dessas espécies”, explica a economista doméstica da Emater-MG, Faustina de Oliveira. Ela e a colega Maria da Graça Bragança são as responsáveis pelo workshop, que pretende estimular o consumo dessas hortícolas, hoje quase em extinção. “Essas hortaliças são ricas em vitaminas, minerais e fibras”, completa Oliveira.
A Emater-MG mantém desde novembro do ano passado, em Juiz de Fora, um banco de hortaliças não convencionais, que reúne 13 espécies. Algumas delas, originárias de outras regiões do estado e outras, bastante conhecidas no município, por um passado de uso frequente e ainda presente em receitas. O projeto, que é desenvolvido em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Prefeitura Municipal, teve inicio em 2009 e pretende disseminar a prática em diversos municípios do estado.
Segundo Noel Aquino, coordenador técnico regional da Emater-MG, a iniciativa fortalece a segurança alimentar, pois favorece o consumo de um alimento nutritivo. “Esse projeto visa retornar com o consumo de espécies altamente nutricionais, que fazem falta na mesa do brasileiro, ainda mais nas famílias pobres. Isso é uma questão de segurança alimentar”, argumenta.
Além do workshop, está programado para esta quarta-feira, dia 09, um dia de campo, aberto ao público, na Unidade de Fomento Agrícola, no bairro Linhares, onde está instalada a horta, com distribuição de mudas de hortaliças. Também estão agendadas quatro palestras sobre o tema, além de uma degustação de pratos feitos com as hortaliças cultivadas no local.
Fonte: Emater MG
quinta-feira, 27 de maio de 2010
MG: embalagem de hortaliças aumenta lucro de produtores
Em Minas Gerais, produtores de legumes e hortaliças estão adotando uma estratégia que ajuda a evitar as perdas na agricultura e ainda aumenta a margem de lucro. Eles embalam suas verduras e legumes em bandejas de isopor ou PET, envoltas com filme PVC. Além de melhorar o rendimento das propriedades, a prática, orientada por extensionistas da Emater-MG, agrada também ao comércio, que pode ampliar o tempo de exposição das mercadorias, e aos consumidores, pela facilidade na compra.
O extensionista local da Emater-MG em Jaboticatubas, Osmar José da Silva, conta que os produtores familiares da região adotaram a prática iniciada por Takazuki Esaki, um grande produtor que foi pioneiro na embalagem de hortaliças. “A Emater-MG adaptou a tecnologia para os pequenos produtores e incentiva a organização em grupos de produção”, explica Osmar.
O trabalho da Emater-MG junto aos produtores resultou na criação do Barracão do Produtor, local próprio para a classificação e embalagem conjunta. Entre os produtos embalados no barracão estão pepino japonês, tomate cereja, tomate, brócolis, couve-flor, ervilha e pimentão, abóbora menina, brócolis, couve-flor, quiabo, nabo, rabanete, vagem, ervilha, pimenta e até cana-de-açúcar, pronta para o consumo. O processo de embalagem é realizado de duas a três vezes por semana. Depois, as bandejas são transportadas para a Ceasa, em Contagem, onde são comercializados 95% dos produtos. O restante é vendido no comércio local.
De acordo com o produtor Júlio Esaki, filho de Takasuki, a embalagem ajuda a preservar a qualidade. “O grande vilão, hoje, dos hortifrutigranjeiros é a perda do produto, por danos no transporte. Se estão protegidos, isso não acontece”, diz. “A vantagem não é só para o produtor, mas para o comerciante que evita perda de produtos e também para o consumidor, que compra somente a quantidade que vai necessitar, evitando o desperdício”, argumenta.
Outras vantagens
Além de vender um produto com qualidade, fracionado na quantidade certa para ser consumida, há a possibilidade de se agregar valor ao produto e fazer sua propaganda por meio da rotulagem, que serve como referência para o consumidor, pois inclui o local de origem. “Além da embalagem garantir a qualidade, o produtor passa a ter uma marca. No caso da comunidade de Bamburral, aqui em Jaboticatubas, eles têm um rótulo próprio e são conhecidos por isso”, afirma o extensionista Osmar José da Silva.
A agricultora Maria Veiga, de Paraopeba, tem lucro entre 10 e 15 centavos com cada bandeja de 410 gramas de quiabo. “A tática da embalagem tem dado certo aqui no município, pois protege o quiabo, que é muito sensível ao manuseio. As perdas com quebra de pontas e escurecimento são muito menores com o uso das bandejas”, conta a extensionista da Emater-MG, Maristane Souza. “E os consumidores também saem ganhando, pois compram um produto já selecionado, no ponto certo de consumo, e com risco de perda menor, já que pode ser consumido em até seis dias.”
Nos supermercados, a iniciativa também é aprovada, afirma Maristane, pois com as bandejas há menos perdas no transporte e aumentou o tempo de permanência nas bancas, que passou de três para seis dias. “Isso além do varejo receber o quiabo com melhor aparência, já selecionado no campo”, completa a extensionista da Emater-MG.
Na ponta do lápis
1 caixa de madeira de quiabo pesa 14 kg.
Com 14 kg de quiabo são produzidas 30 bandejas de 410 gramas cada.
Perda média com transporte em caixa de madeira: 1,7 kg.
Preço de venda da bandeja na Ceasa: R$ 1,00 (varia em função da safra)
Em cada caixa cabem 20 bandejas
O lucro é de até 25%: R$ 5 por caixa de 12,3 kg, vendida por R$ 20
O extensionista local da Emater-MG em Jaboticatubas, Osmar José da Silva, conta que os produtores familiares da região adotaram a prática iniciada por Takazuki Esaki, um grande produtor que foi pioneiro na embalagem de hortaliças. “A Emater-MG adaptou a tecnologia para os pequenos produtores e incentiva a organização em grupos de produção”, explica Osmar.
O trabalho da Emater-MG junto aos produtores resultou na criação do Barracão do Produtor, local próprio para a classificação e embalagem conjunta. Entre os produtos embalados no barracão estão pepino japonês, tomate cereja, tomate, brócolis, couve-flor, ervilha e pimentão, abóbora menina, brócolis, couve-flor, quiabo, nabo, rabanete, vagem, ervilha, pimenta e até cana-de-açúcar, pronta para o consumo. O processo de embalagem é realizado de duas a três vezes por semana. Depois, as bandejas são transportadas para a Ceasa, em Contagem, onde são comercializados 95% dos produtos. O restante é vendido no comércio local.
De acordo com o produtor Júlio Esaki, filho de Takasuki, a embalagem ajuda a preservar a qualidade. “O grande vilão, hoje, dos hortifrutigranjeiros é a perda do produto, por danos no transporte. Se estão protegidos, isso não acontece”, diz. “A vantagem não é só para o produtor, mas para o comerciante que evita perda de produtos e também para o consumidor, que compra somente a quantidade que vai necessitar, evitando o desperdício”, argumenta.
Outras vantagens
Além de vender um produto com qualidade, fracionado na quantidade certa para ser consumida, há a possibilidade de se agregar valor ao produto e fazer sua propaganda por meio da rotulagem, que serve como referência para o consumidor, pois inclui o local de origem. “Além da embalagem garantir a qualidade, o produtor passa a ter uma marca. No caso da comunidade de Bamburral, aqui em Jaboticatubas, eles têm um rótulo próprio e são conhecidos por isso”, afirma o extensionista Osmar José da Silva.
A agricultora Maria Veiga, de Paraopeba, tem lucro entre 10 e 15 centavos com cada bandeja de 410 gramas de quiabo. “A tática da embalagem tem dado certo aqui no município, pois protege o quiabo, que é muito sensível ao manuseio. As perdas com quebra de pontas e escurecimento são muito menores com o uso das bandejas”, conta a extensionista da Emater-MG, Maristane Souza. “E os consumidores também saem ganhando, pois compram um produto já selecionado, no ponto certo de consumo, e com risco de perda menor, já que pode ser consumido em até seis dias.”
Nos supermercados, a iniciativa também é aprovada, afirma Maristane, pois com as bandejas há menos perdas no transporte e aumentou o tempo de permanência nas bancas, que passou de três para seis dias. “Isso além do varejo receber o quiabo com melhor aparência, já selecionado no campo”, completa a extensionista da Emater-MG.
Na ponta do lápis
1 caixa de madeira de quiabo pesa 14 kg.
Com 14 kg de quiabo são produzidas 30 bandejas de 410 gramas cada.
Perda média com transporte em caixa de madeira: 1,7 kg.
Preço de venda da bandeja na Ceasa: R$ 1,00 (varia em função da safra)
Em cada caixa cabem 20 bandejas
O lucro é de até 25%: R$ 5 por caixa de 12,3 kg, vendida por R$ 20
Fonte: Governo de Minas Gerais via Página Rural
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Agricultura Familiar: Dica de informação: Tudo sobre tomates (All About Tomatoes)
Tomatoes are the favorite food crop of America's home gardeners. If you need information on selecting tomato varieties or on growing, pruning, trellising, and trellising your plants, and protecting them from pests, you've come to the right place. We've got tomato recipes, too.
I like my greens and beans, but tomatoes are at the top of my gardening food pyramid. And I'm not alone. A 2009 survey, 89% of the home gardeners surveyed in a 2009 National Gardening Association research study said they grow tomatoes, almost double the number growing cukes, the runner-up. So it's not surprising that tomatoes are popular on VegetableGardener.com, where you'll find a wealth of information on the topic. You'll find a sampling below. The most viewed of these to date are marked with a tomato icon.
I like my greens and beans, but tomatoes are at the top of my gardening food pyramid. And I'm not alone. A 2009 survey, 89% of the home gardeners surveyed in a 2009 National Gardening Association research study said they grow tomatoes, almost double the number growing cukes, the runner-up. So it's not surprising that tomatoes are popular on VegetableGardener.com, where you'll find a wealth of information on the topic. You'll find a sampling below. The most viewed of these to date are marked with a tomato icon.
Site (em inglês) com dicas para a produção em pequena e média escala de tomates. Bem ilustrado e acessível para quem não domina o idioma. alguns tópicos interessantes:
Variedades especiais para tomate recheado.
Suportes para o tomateiro.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Semeadora pneumática Sathya
Em operação semeando bandejas de hortaliças na Tonial Hortigranjeiros e Mudas, de Estação, RS.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Exercício de Olericultura: Dimensionamento de estufa para produção de mudas.
Exercício para a produção de mudas: Como dimensionar a estufa para a produção de 6000 mudas de alface, 3400 de repolho e 3000 de beterraba por semana?
Total de Mudas: 12400.
Passo a passo:
Colocar 10% a mais como margem de segurança: 12400 + 10% = 13640.
As mudas são semeadas em bandejas de isopor com 200 células. São necessárias então 13640/200 bandejas. Com arredondamento são 68 bandejas. Não esqueça que existem modelos com outras densidades.
As mudas são entregues em lotes a cada 7 dias (ciclos). Com 5 lotes podemos completar um ciclo de 28 dias. 5 lotes de 68 bandejas são 340 bandejas. A idéia é estar sempre semeando, entregando, pegando de volta as bandejas, lavando e por aí vai. Esta questão dos ciclos surge deste problema.
Qual é o tamanho de uma bandeja de 200 células? 675x345x48, segundo o site do fabricante Krafoam.
O ideal é tentar dispor estas bandejas em uma estufa de aproximadamente 10 x 15 metros, em bancadas com pares de bandejas lado a lado, pelo lado menor (+-35cm).
Se queremos deixar a estufa com 15 metros, quantas bandejas podemos "enfileirar" em uma bancada com 15 metros? 15/0,35 = 42,85 (43 para o cálculo, não vamos serrar as bandejas... ).
Como as bandejas ficam em pares na bancada, são 86 bandejas em cada bancada. Como precisamos manter 340 bandejas, são 340/86 = 3,95 = 4 bancadas, sobrando.
E a largura da estufa? não podemos esquecer dos Caminhos ao lado das Bancadas. São 4 bancadas, então teremos CBBCBBCBBCBBC. Cada corredor pode ficar com 70 cm. Sabemos que o lado maior da bandeja tem 70cm, então 4 bancadas = 5,6m. 5 corredores = 3,5m. Isso dá uma largura de 9,1 metros.
Podem ocorrer variações, mas é por aí.
Sites interessantes:
Bandejas
Estufas
Este é um exercício teórico; os dados aqui mostrados são apenas para uso didático, não deve ser tomado como consultoria para eventuais projetos.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Dickson Despommier
Dickson Despommier, a mente por trás das fazendas verticais, desmistificando muitos aspectos relativos a viabilidade do projeto, necessidades de luz e energia, água e a comparação com a agricultura como conhecemos.
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terça-feira, 31 de março de 2009
CEASA-RS, ou comida até onde a vista alcança (Parte 1)

Uma visita à CEASA-RS desnuda a realidade da produção agrícola mais dinâmica: a dos hortifrutigranjeiros. Pequenos produtores (outros nem tanto) lotam seus caminhões, conseguem uma vaga no dente, armam a pedra e fazem o preço. Não entendeu nada? Calma que eu explico.
Dente nada mais é do que um espaço oblíquo para estacionamento dos caminhões dentro das dependências da CEASA, ao lado de um enorme galpão coberto onde quase 1000 produtores ocupam espaços, alguns medindo 6 metros quadrados demarcados no chão com tinta amarela – a disputada pedra, a um custo de R$400,00 mensais. Este é principal, existem outros onde produtores maiores possuem estruturas bem mais complexas para frutas, por exemplo. Uma simples banana passa por 3 ou 4 estágios lá dentro antes de sair para o supermercado.
Curiosamente ninguém berra preço ou disputa clientes no empurrão. A convivência entre os produtores parece pacífica. Aos olhos de quem vê pela primeira vez este mundo tudo funciona como um relógio. Quem vai lá comprar sabe o que quer e quem vende não está para brincadeira. Tudo muito bem controlado com o acompanhamento do pessoal técnico, gerentes e supervisores. Se o clima organizacional da empresa pode ser medido pelo préstimo dos funcionários o de lá está nota 10. Todo mundo explica em detalhes os processos, com toda a atenção.
Mas nem tudo são flores. Em tempos de aquecimento global e seqüestro de carbono, falhas de logística fazem alguns produtos saírem de cidades vizinhas à sua, viajarem 300 km até Porto Alegre, trocarem de mão e voltarem pra você. Uma maçã pode acompanhar um belo volume de diesel no processo.
No final da tarde, quase todo mundo indo pra casa, toneladas de restos vão para o lixo (vem na mente o Ilha das Flores, multiplicado por 100) e o ciclo recomeça para o próximo dia.
Dente nada mais é do que um espaço oblíquo para estacionamento dos caminhões dentro das dependências da CEASA, ao lado de um enorme galpão coberto onde quase 1000 produtores ocupam espaços, alguns medindo 6 metros quadrados demarcados no chão com tinta amarela – a disputada pedra, a um custo de R$400,00 mensais. Este é principal, existem outros onde produtores maiores possuem estruturas bem mais complexas para frutas, por exemplo. Uma simples banana passa por 3 ou 4 estágios lá dentro antes de sair para o supermercado.
Curiosamente ninguém berra preço ou disputa clientes no empurrão. A convivência entre os produtores parece pacífica. Aos olhos de quem vê pela primeira vez este mundo tudo funciona como um relógio. Quem vai lá comprar sabe o que quer e quem vende não está para brincadeira. Tudo muito bem controlado com o acompanhamento do pessoal técnico, gerentes e supervisores. Se o clima organizacional da empresa pode ser medido pelo préstimo dos funcionários o de lá está nota 10. Todo mundo explica em detalhes os processos, com toda a atenção.
Mas nem tudo são flores. Em tempos de aquecimento global e seqüestro de carbono, falhas de logística fazem alguns produtos saírem de cidades vizinhas à sua, viajarem 300 km até Porto Alegre, trocarem de mão e voltarem pra você. Uma maçã pode acompanhar um belo volume de diesel no processo.
No final da tarde, quase todo mundo indo pra casa, toneladas de restos vão para o lixo (vem na mente o Ilha das Flores, multiplicado por 100) e o ciclo recomeça para o próximo dia.
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