
Uma visita à CEASA-RS desnuda a realidade da produção agrícola mais dinâmica: a dos hortifrutigranjeiros. Pequenos produtores (outros nem tanto) lotam seus caminhões, conseguem uma vaga no dente, armam a pedra e fazem o preço. Não entendeu nada? Calma que eu explico.
Dente nada mais é do que um espaço oblíquo para estacionamento dos caminhões dentro das dependências da CEASA, ao lado de um enorme galpão coberto onde quase 1000 produtores ocupam espaços, alguns medindo 6 metros quadrados demarcados no chão com tinta amarela – a disputada pedra, a um custo de R$400,00 mensais. Este é principal, existem outros onde produtores maiores possuem estruturas bem mais complexas para frutas, por exemplo. Uma simples banana passa por 3 ou 4 estágios lá dentro antes de sair para o supermercado.
Curiosamente ninguém berra preço ou disputa clientes no empurrão. A convivência entre os produtores parece pacífica. Aos olhos de quem vê pela primeira vez este mundo tudo funciona como um relógio. Quem vai lá comprar sabe o que quer e quem vende não está para brincadeira. Tudo muito bem controlado com o acompanhamento do pessoal técnico, gerentes e supervisores. Se o clima organizacional da empresa pode ser medido pelo préstimo dos funcionários o de lá está nota 10. Todo mundo explica em detalhes os processos, com toda a atenção.
Mas nem tudo são flores. Em tempos de aquecimento global e seqüestro de carbono, falhas de logística fazem alguns produtos saírem de cidades vizinhas à sua, viajarem 300 km até Porto Alegre, trocarem de mão e voltarem pra você. Uma maçã pode acompanhar um belo volume de diesel no processo.
No final da tarde, quase todo mundo indo pra casa, toneladas de restos vão para o lixo (vem na mente o Ilha das Flores, multiplicado por 100) e o ciclo recomeça para o próximo dia.
Dente nada mais é do que um espaço oblíquo para estacionamento dos caminhões dentro das dependências da CEASA, ao lado de um enorme galpão coberto onde quase 1000 produtores ocupam espaços, alguns medindo 6 metros quadrados demarcados no chão com tinta amarela – a disputada pedra, a um custo de R$400,00 mensais. Este é principal, existem outros onde produtores maiores possuem estruturas bem mais complexas para frutas, por exemplo. Uma simples banana passa por 3 ou 4 estágios lá dentro antes de sair para o supermercado.
Curiosamente ninguém berra preço ou disputa clientes no empurrão. A convivência entre os produtores parece pacífica. Aos olhos de quem vê pela primeira vez este mundo tudo funciona como um relógio. Quem vai lá comprar sabe o que quer e quem vende não está para brincadeira. Tudo muito bem controlado com o acompanhamento do pessoal técnico, gerentes e supervisores. Se o clima organizacional da empresa pode ser medido pelo préstimo dos funcionários o de lá está nota 10. Todo mundo explica em detalhes os processos, com toda a atenção.
Mas nem tudo são flores. Em tempos de aquecimento global e seqüestro de carbono, falhas de logística fazem alguns produtos saírem de cidades vizinhas à sua, viajarem 300 km até Porto Alegre, trocarem de mão e voltarem pra você. Uma maçã pode acompanhar um belo volume de diesel no processo.
No final da tarde, quase todo mundo indo pra casa, toneladas de restos vão para o lixo (vem na mente o Ilha das Flores, multiplicado por 100) e o ciclo recomeça para o próximo dia.
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