Novos postes em Passo Fundo e o péssimo serviço das terceirizadas
Descaso com o consumidor. Desde outubro de 2012 uma empresa terceirizada da RGE começou a "reformar" a rede elétrica do centro de Passo Fundo, trocando os velhos postes de madeira por novos de concreto. A fiação também é nova, com cabos revestidos. Todo o resto? simples: instalação da TV a Cabo, telefonias e demais usuários da rede são "pendurados"no poste novo. Azar dos consumidores se romperem, caírem na calçada ou ficarem com um aspecto visual de quinta categoria.
Alguns postes estão tortos. Depois da carga total (o peso dos transformadores e da própria fiação) começaram a pender para o lado. As canalizações de entrada nos prédios foram literalmente amarradas. A calçada sustenta o sistema todo, visto que apenas cavam um buraco, enfiam o poste novo e pronto. Existe um caso na Paissandú onde a entrada do prédio ficou fixada, como um segundo poste, 3 metros do novo. Uma beleza.
No Brasil é complicado ter problemas com uma empresa prestadora de serviços. Imagina com várias. Desde o início esta obra foi uma sequência de descasos. Até a terra que cavaram ficou semanas na calçada, antes e depois da instalação. Quando uma fibra está caída, o usuário precisa adivinhar qual das várias teles é a dona, ligar para um número, vencer a falta de paciência para enfrentar um demorado 0800 (você quer ajudar, mas é tratado como um cliente reclamão). Na frente do meu prédio, um cabo de fibra rompeu, Enrolei e fixei no poste. Cerca de 30 dias atrás. Até agora o pai da fibra não assumiu o cadáver.
Desde o início das mudanças, já foram vários dias sem internet. O técnico da GVT sobe no poste, olha o estrago e deve pensar o motivo de ter escolhido esta carreira. Coitado.
Lamentável. É o Brasil.
