Todo mundo falando o que eu penso, só que não. As pessoas passam muito tempo nas redes sociais, especialmente no Brasil. A quantidade de opiniões, reações e notícias consumidas pelo usuário das redes é apenas um extrato do que acontece pela cidade e pelo mundo, filtrado pelos amigos e pela própria rede, que tenta formar um ambiente agradável para que o usuário fique mais tempo conectado (e veja mais anúncios). O assunto não é novo e o efeito tem nome: Filtros-bolha (filter bubbles). Um evento na Irlanda discutiu este e outros temas em painel que reuniu autoridades de governo e técnicos. As conclusões? As estimativas "digitais" pessoais diferem muito da realidade, mas dois grandes grupos estão colocando ainda mais lenha na fogueira da incerteza: os trolls (gente entrando em massa nas discussões, apenas por diversão) e governos. Sim, vários governos estão pagando milhares de pessoas para falar bem das administrações, onde quer que estas sejam tema de alguma polêmica.
Filtros-bolha do Planalto Médio. É possivel observar algumas bolhas de opiniões e considerações aqui mesmo em Passo Fundo. Quando determinada pessoa ou entidade expressa a sua opinião ou divulga seus atos, a taxa de curtidores e comentaristas do post com alguma ligação direta ou até mesmo financeira é altíssima.
Depois da calmaria vem a tempestade? 2015 está acabando e 2016 será um ano eleitoral. As redes sociais nesta mesma época na eleição anterior era muito mais selvagem, com xingamentos, reclamações, buracos, adesivos e piadas. Será que as novas regras e limites para filiações partidárias deixaram as pauleiras para março? Veremos.
Tales from the Crypt. Algumas páginas públicas locais estão acordando do sono pesado. Este evento acontece de dois em dois anos, quando se aproxima o período pré-eleitoral ou definições são formadas. O fato deve assustar os servidores do Facebook.
Dica: agricultores de Passo Fundo e região dispostos a participar de um projeto na internet em 2016 podem mandar e-mail para queroparticipar@farmfor.com mencionando que leram o convite aqui no Jornal Rotta. O experimento é muito interessante e vem preencher uma lacuna no mundo agrícola. Não percam.

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