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| Políticos na Coréia do Sul, baixando o cacete mútuo. |
Nesta história de "todo mundo deveria ganhar como um professor", esqueceram da parteira. Aquela que colocou centenas de professores no mundo sem qualquer estudo. Com sorte, após o trabalho ganhava um queijo.
O socialismo é isso aí: querem empobrecer todo mundo. Pegam uma categoria como símbolo e desejam rebaixar todas as outras para que todos desfrutem da mesma pobreza e todos defendam o estadão gordo, pai e protetor. Pelo menos nesta fase.
Duas coisas causam espécie nesta guerra de narrativas (onde só um lado mostra as armas, o outro larga textinhos como este aqui). Primeiro, a falta de profundidade nas coberturas jornalísticas locais sobre a iniciativa: parece que não é relevante o fato das pessoas sentadas na praça colhendo assinaturas serem integrantes (ou ex-integrantes) da extrema-esquerda de Passo Fundo e muito menos o que isto significa. A segunda: o imediatismo das pessoas que assinam este documento, considerando, em alguns casos, a salvação da lavoura.
Parteiras, professores, taxidermistas, médicos, jogadores de futebol, fabricantes de queijo. Em um mundo normal, todos recebem remuneração de acordo com o esforço, estudo (de verdade, não o título) e aquela relação que muitos teimam em perverter da quantidade de pessoas dispostas a trabalhar no segmento x e sua remuneração.
O vereador representa uma parcela da população na casa que deveria ser a guardiã da história da cidade, o palco onde assinamos nosso compromisso com o passado e com o futuro. A vereança é uma das atividades mais nobres para qualquer pessoa que tem zelo pela comunidade e deseja marcar seu nome na história.
O fato desta casa receber pessoas inaptas para o cargo, sem ética, preguiçosas, incapacitadas intelectualmente ou simplesmente ausentes não pode ser base para a destruição da Câmara. Engana-se quem pensa que é uma questão simplesmente monetária. É uma perseguição ao modelo e a tentativa de substituição por outro conjunto de pessoas que, sem qualquer remuneração, decidirá o que será o melhor para o povo. Eles sempre sabem.
Não esqueçam: esta questão ficou popular na mídia (aquela que os mesmos chamam de golpista mas sabem aproveitar as oportunidades) após flagrantes de corrupção, farra de diárias e demais corridinhas.
Uma Câmara onde só anciões iluminados e com a vida ganha se reúnem para tratar das pequenas coisas da comunidade existirá quando a maioria da população souber andar com as próprias pernas e tiver consciência do seu (de novo) compromisso com as gerações anteriores e futuras. Na ocorrência de perigos externos ou acontecimentos inéditos, encontra abrigo na casa do povo. Enquanto isso, mantenham uma instituição forte e com liberdade para acesso até mesmo do professor inspirador. Aquele que ganha R$900,00 para dar aulas na rede pública e deseja largar tudo e virar vereador.
Que a chegada deste projeto popular na Câmara (e ele deve chegar) seja o marco para que a comunidade comece a finalmente entender o que isto significa e inicie um grande debate sobre o que queremos da instituição em primeiro lugar e, depois, dos vereadores. Um eleitor que preza pelo cargo e entende a importância do mesmo, pensará duas vezes antes de entregar o voto para qualquer um. Ou pior, para aquele que sujou a entrada da escola com seus santinhos. Ah, vou votar neste mesmo. Nenhum presta e nem deveriam ganhar nada!

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